NÃO VIVA COMO ANTES
NÃO VIVA COMO ANTES
Texto Bíblico: Efésios 4:17–32
Versículos-chave: Efésios 4:22–24
²² Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; ²³ E vos renoveis no espírito da vossa mente; ²⁴ E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.
Ideia Central: Quem recebeu uma nova vida em Cristo não pode
continuar vivendo segundo a antiga maneira de viver. O evangelho não apenas
muda aquilo em que acreditamos; ele transforma a maneira como vivemos.
1. INTRODUÇÃO — O EVANGELHO MUDA A NOSSA
MANEIRA DE VIVER
Nos três primeiros capítulos de Efésios, Paulo
mostra o que Deus fez por nós: nos escolheu, adotou, redimiu e nos deu vida.
No capítulo 4, a chave vira: “Rogo-vos, pois...
que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4:1).
Depois de tudo o que Deus fez, Paulo diz
categoricamente:
Não vivam mais como antes.
Existe uma diferença entre receber uma nova
vida e aprender a viver essa nova vida.
Cristianismo não é apenas frequentar uma igreja ou
aprender versículos; é ter a vida transformada por Cristo.
2. O VELHO CAMINHO NOS AFASTA DE DEUS
Paulo descreve a antiga vida em Efésios 4:17-18:
pessoas “obscurecidas de entendimento, alheias à vida de Deus”.
Há uma engrenagem sutil aqui:
Pensamento → Afastamento de Deus → Endurecimento →
Comportamento.
Existe uma maneira de pensar que produz uma maneira
de viver.
Queremos que Deus mude as nossas ações, mas Deus
começa mudando a nossa mente:
“E não vos conformeis com este século, mas
transformai-vos pela renovação da vossa mente...” (Rm 12:2).
A mudança cristã começa por dentro e aparece por
fora.
Que pensamentos antigos ainda estão governando a
sua maneira de viver?
3. VOCÊ APRENDEU UM NOVO CAMINHO
Paulo faz uma transição belíssima no verso 20:
“Mas não foi assim que aprendestes a Cristo.”
Note que ele não diz “aprendestes de Cristo”,
mas “aprendestes a Cristo”.
Aprender a Cristo é mais do que acumular doutrina;
é permitir que a verdade de Cristo molde as nossas atitudes.
Paulo usa a imagem de trocar de roupa:
- Despir-se do velho homem.
- Renovar-se no espírito da mente.
- Revestir-se do novo homem.
A transformação não é uma tentativa de conquistar
a salvação, mas a resposta à graça que recebemos.
4. O NOVO HOMEM APARECE NAS PEQUENAS COISAS
Paulo traz isso para o chão da vida diária:
- Da
mentira para a verdade (v. 25): Falamos a verdade porque somos membros do
mesmo corpo. Quando minto para o irmão, prejudico o próprio corpo do
qual também faço parte.
- Da ira
sem controle para o domínio próprio (v. 26-27): Sentir raiva não é
necessariamente pecado, mas deixar que a raiva nos governe e se transforme
em amargura dá lugar ao diabo.
- Do
roubo para o trabalho e a generosidade (v. 28): A transformação é
radical: quem antes tirava do outro, agora trabalha para repartir com quem
precisa.
- Da
palavra destrutiva para a palavra que edifica (v. 29): Nossas palavras
constroem ou destroem. Antes de falar, pergunte-se: É verdade? É
necessário? Vai edificar? Transmite graça?
5. NÃO ENTRISTEÇA O ESPÍRITO SANTO
“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual
fostes selados...” (v. 30).
O Espírito Santo não é uma força impessoal; Ele é
Deus habitando em nós.
Nós o entristecemos quando insistimos nos velhos
hábitos.
Não viva com medo paralisante, mas com sensibilidade:
Quando o Espírito aponta um erro na sua vida, você
justifica ou pede perdão?
6. O PONTO MAIS ALTO — O PERDÃO
Paulo encerra fazendo o contraste definitivo (v.
31-32):
Tirem a amargura, a cólera e a malícia. No lugar
delas, sejam benignos, compassivos e perdoadores.
E qual é a medida do nosso perdão? “Como Deus,
em Cristo, vos perdoou.”
Não perdoamos porque somos “bonzinhos”. Perdoamos
porque fomos perdoados primeiro.
O moralismo diz: “Mude para que Deus o aceite.” O
evangelho diz: “Deus o alcançou e o perdoou em Cristo; agora viva de acordo
com essa graça.”
CONCLUSÃO — NÃO VOLTE PARA A ROUPA VELHA
Imagine alguém ganhar uma roupa limpa e nova, mas
insistir em vestir os trapos sujos por cima.
É exatamente isso que fazemos quando voltamos aos
velhos hábitos.
Você não precisa continuar escravo dos mesmos
padrões, da mesma amargura ou das mesmas palavras destrutivas.
História de fechamento
No julgamento do assassino em série Gary Ridgway,
nos Estados Unidos, parentes das vítimas tiveram a oportunidade de falar diante
dele.
Um dos familiares, Robert Rule, pai de uma
das vítimas, levantou-se para falar.
Ele poderia ter usado aquele momento para expressar
todo o seu ódio.
Mas, em essência, disse:
“Há muitas pessoas aqui que odeiam você. Mas eu não
sou uma delas. Você tornou muito difícil viver aquilo em que acredito, mas Deus
me ensina a perdoar. Por isso, o senhor está perdoado.”
Naquele momento, Ridgway, que havia permanecido
praticamente impassível durante boa parte dos depoimentos, começou a chorar.
Não sabemos exatamente o que aconteceu dentro
daquele homem naquele instante. Mas sabemos o que aconteceu diante de todos: O perdão fundamentado em Cristo desarmou a
dureza daquele homem.
Quando deixamos a roupa velha e vivemos como pertencentes
a Cristo, nossas atitudes revelam o amor de Deus ao mundo.
Hoje, não tente mudar tudo de uma vez. Apenas dobre o
joelho e diga:
“Senhor,
mostra-me qual é a primeira roupa velha que preciso tirar hoje.”
E que Cristo, em sua infinita
graça, nos abençoe sempre.

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