QUANDO A GRAÇA MUDA A NOSSA HISTÓRIA

 

QUANDO A GRAÇA MUDA A NOSSA HISTÓRIA

Salvos pela graça — conversão e nova vida

 

Texto bíblico: Tito 3.3-7

 

³ Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. ⁴ Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, ⁵ Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, ⁶ Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; ⁷ Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.

 

Tema: Nossa esperança não está em nossa capacidade de consertar a própria vida, mas na graça de Deus que salva, regenera, justifica e nos dá uma nova esperança em Cristo.

 

Propósito: Encorajar a igreja a descansar na graça de Deus, chamar aqueles que ainda não conhecem Cristo ao arrependimento e à fé e mostrar que a salvação recebida gratuitamente produz uma nova maneira de viver.

 

 

INTRODUÇÃO — EXISTEM COISAS QUE NÃO CONSEGUIMOS CONSERTAR SOZINHOS

Há problemas que conseguimos resolver. Se um chuveiro queima, trocamos; se alguma coisa está fora do lugar, organizamos; se cometemos determinado erro, às vezes conseguimos voltar e corrigir.

 

E talvez por isso tenhamos desenvolvido a ideia de que podemos fazer a mesma coisa com a nossa vida espiritual:

 

·         “Preciso melhorar.”

·         “Preciso frequentar mais a igreja.”

·         “Preciso abandonar alguns hábitos.”

·         “Preciso começar a fazer algumas coisas certas.”

·         “Preciso me esforçar mais.”

 

Contudo, quanto tomamos algumas dessas decisões – que podem ser, de fato, boas – tendemos a imaginar que o Evangelho é simplesmente um programa de melhoramento humano.

 

Na semana passada estabelecemos uma convicção fundamental: A Bíblia é nossa autoridade de fé e prática. Então agora perguntamos à Bíblia:

 

·         Qual é a condição do ser humano?

·         O que Deus fez para salvá-lo?

·         O que acontece quando alguém é alcançado pela graça?

 

E no texto que lemos, de Paulo escrevendo a Tito,  temos uma resposta belíssima. Vamos ler novamente o texto:

 

³ Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. ⁴ Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, ⁵ Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, ⁶ Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; ⁷ Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.

 

Observe o movimento do texto:

Nós éramos..., mas Deus se manifestou...; Ele nos salvou..., Ele nos renovou..., Ele nos justificou..., Ele nos deu esperança! Essa é a história da graça.

 

 

1. A GRAÇA COMEÇA QUANDO PARAMOS DE ESCONDER NOSSA VERDADEIRA CONDIÇÃO

“Pois nós também, outrora, éramos...” Tito 3.3.

 

A Bíblia nos traz uma lista desconfortável: néscios; desobedientes; desgarrados; escravos de paixões; vivendo em malícia; inveja; ódio.

 

E essa lista é ainda maior, porque Paulo usa aqui uma linguagem exemplificativa, e não uma lista fechada.

 

E mais ainda, quando o texto diz “nós éramos”, e não “eles eram” ou “outros eram”, a Palavra nos ensina que o evangelho não divide a humanidade entre “nós, as pessoas boas” e “eles, os pecadores”. Ou “nós os crentes” e “eles os ímpios”.

 

Romanos 3.23 diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” Todos. Então, nesse contexto,

 

·         O homem religioso precisa da graça.

·         O homem irreligioso precisa da graça.

·         Quem cresceu dentro da igreja precisa da graça.

·         Quem nunca entrou numa igreja precisa da graça.

·         O moralista precisa da graça.

·         A pessoa com uma história profundamente quebrada precisa da graça.

 

Diante da cruz, ninguém chega com currículo. Chegamos todos necessitados de misericórdia.

 

Mas há outro ponto importante aqui. Paulo não fala apenas das coisas erradas que fazíamos. Ele diz que éramos: “escravos de toda sorte de paixões e prazeres”. Agora ele está falando não simplesmente de atitudes pecaminosas mas de condição pecaminosa. Ou seja, nosso problema não está apenas nas ações. Está no coração.

 

É por isso que simplesmente mudar comportamentos não resolve o problema mais profundo.

 

Talvez alguém pense: “Eu nunca fiz coisas tão ruins.” Mas a pergunta não é se eu sou melhor do que outra pessoa. A pergunta se eu correspondo perfeitamente à santidade de Deus.

 

Já outro pode pensar: “Depois de tudo o que fiz, Deus não pode me querer.” Mas é um pensamento que comete o mesmo erro do anterior. Um diz: “Sou bom demais para precisar de graça.” O outro: “Sou ruim demais para receber graça.”

 

Nos dois casos, a pessoa ainda está olhando para si mesma.

 

E o evangelho da graça não trata de olharmos para nós mesmos, mas de olhar para Cristo.

 

Eu jamais serei salvo porque fui suficientemente bom. E ninguém jamais estará fora do alcance da salvação porque foi suficientemente ruim.

 

A salvação depende somente da graça de Deus, e é exatamente aí que o texto muda.

 

 

2. DUAS PALAVRAS MUDAM TODA A HISTÓRIA: “QUANDO, PORÉM...”

Tito 3.4: “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos...”

 

Que mudança! O versículo 3 descreve quem éramos. Mas o versículo 4 tira o nosso foco de nós mesmos e coloca nosso olhar em Deus, que manifestou sua benignidade a nós por meio de Jesus. Não é resolver melhorar, não é decidir consertar, não é começar a praticar as boas obras, etc. Mas sim, “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus...”, ou seja, a esperança aparece quando Deus entra na história.

 

Essa é a graça.

 

A salvação não começa com o homem subindo em direção a Deus. Começa com Deus vindo ao encontro do homem.

 

João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

 

Romanos 5.8: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

 

Deus não esperou que nos tornássemos dignos de sua graça. Se precisássemos ser dignos dela, já não seria graça.

 

 

Infelizmente esse pensamento equivocado sobre a graça tem impedido muitas pessoas de virem a Cristo, e de viver a plenitude do propósito de Deus para suas vidas.

 

Às vezes ouvimos: “Quando eu organizar minha vida, volto para a igreja”; “quando conseguir abandonar isso, procuro Deus.”; “quando estiver melhor, vou me aproximar.”

 

Mas isso é o mesmo que alguém dizer: “Quando eu estiver curado, vou procurar o médico.”

 

O Evangelho trata de vir como estamos para permitir que o próprio Cristo produza em nós as mudanças que são necessárias. Somente a graça pode começar a transformação que nós não conseguimos produzir sozinhos. O convite de Cristo não é: “Conserte-se e depois venha.” É: “Venha.” E ele começará em nós uma obra nova.

 

 

3. ELE NOS SALVOU — NÃO POR NOSSAS OBRAS

Tito 3.5: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou...”

 

Observe a clareza: “Ele nos salvou.” Quem é o sujeito? Deus. E Paulo faz questão de dizer como isso não aconteceu: “não por obras de justiça praticadas por nós”.

 

Aqui está uma das grandes verdades do Evangelho.

Não somos salvos por sermos pessoas educadas; fazermos caridade; frequentarmos cultos; contribuirmos financeiramente; sermos batizados; participarmos da Ceia; exercermos um ministério; sermos filhos de cristãos; termos muitos anos de igreja.

 

Todas essas coisas podem ocupar seu devido lugar na vida cristã, mas nenhuma delas pode pagar nossa dívida diante de Deus.

 

Isaías 64.6 chega a dizer que até nossas justiças, diante da santidade de Deus, são insuficientes. É por isso que Paulo escreve: “...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” Romanos 3.24

 

A palavra gratuitamente é maravilhosa. Não significa que a salvação não teve preço. Teve um preço altíssimo. Mas significa que não fomos nós que o pagamos. Cristo pagou.

Na cruz, Jesus tomou sobre si aquilo que era nosso. E pela fé recebemos aquilo que não poderíamos conquistar.

 

UMA DISTINÇÃO IMPORTANTE

Precisamos guardar isso: Boas obras não são a raiz da salvação. São fruto da salvação.

·         Não obedecemos para fazer Deus nos amar. Obedecemos porque fomos amados.

·         Não servimos para comprar a graça. Servimos porque recebemos graça.

·         Não fazemos boas obras para sermos salvos. Fomos salvos para uma vida que começa a produzir boas obras.

 

Isso nos liberta de duas coisas.

 

·         Do orgulho: “Olhem como sou bom.”

·         E do desespero: “Nunca conseguirei ser bom o suficiente.”

 

E é por isso que precisamos de Cristo.

 

 

4. A GRAÇA NÃO APENAS PERDOA — ELA PRODUZ NOVA VIDA

“...ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.”

 

Aqui aparece a palavra regeneração. Pode parecer uma palavra teológica difícil. Mas sua ideia é maravilhosa: Deus produz vida onde espiritualmente não havia vida.

 

É o que Jesus explicou a Nicodemos em João 3: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

 

Nicodemos era religioso, conhecia as Escrituras, possuía posição respeitada. Mas Jesus

Disse: “Você precisa nascer de novo.”

 

É por isso que conversão cristã não é simplesmente mudar de religião, começar a frequentar uma igreja ou adotar determinados costumes. Conversão envolve uma obra de Deus em nós.

 

Ezequiel já havia anunciado: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo...” Ezequiel 36.26

 

Essa promessa encontra seu cumprimento na obra de Deus pelo Espírito.

 

Nesse contexto, precisamos entender que, quando alguém nasce de novo, isso não significa que se torna imediatamente perfeito.

 

Cristãos ainda lutam, ainda tropeçam, ainda precisam confessar pecados, ainda precisam amadurecer. João escreve a cristãos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” 1João 1.9.

 

Então qual é a diferença?

 

Antes, o pecado era nosso senhor, mas agora existe uma nova direção; existe luta, arrependimento, desejo de agradar a Deus, ação do Espírito, crescimento.

 

A evidência da nova vida não é perfeição instantânea. É uma nova direção produzida pela graça.

 

Talvez você esteja frustrado porque ainda vê muitas coisas que precisam mudar. Não use isso como desculpa para o pecado, mas também não despreze aquilo que Deus já começou.

 

Filipenses 1.6 diz: “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la...”

 

Existe esperança! Deus não apenas inicia. Ele continua trabalhando em seus filhos.

 

 

5. JUSTIFICADOS PELA GRAÇA — NOSSA CULPA RECEBE UMA RESPOSTA

“...a fim de que, justificados por graça...”

 

Aqui encontramos outra palavra importante: justificação.

Regeneração responde à nossa necessidade de nova vida, enquanto justificação responde à nossa culpa diante de Deus.

 

Justificar significa Deus declarar justo aquele que está unido a Cristo pela fé, não porque esse pecador alcançou perfeição moral, mas por causa da obra de Cristo.

 

Romanos 5.1 diz: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”

 

Observe: “paz com Deus.” Isso é muito maior do que simplesmente sentir paz. É uma mudança de condição.

 

Isso significa que nossa culpa foi tratada, nossa dívida foi paga, nossa condenação foi assumida por Cristo.

 

Por isso Romanos 8.1 pode declarar: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”

 

Nenhuma condenação. Nenhuma!

 

Alguns cristãos vivem como se Deus tivesse perdoado seus pecados, mas mantivesse uma pasta sobre a mesa para lembrá-los constantemente do passado.

 

Os pecados ainda precisam ser confessados;  as consequências ainda precisam ser enfrentadas; há relacionamentos que talvez precisem ser reparados.

 

Mas, se você está em Cristo, não precisa viver tentando comprar novamente o perdão que Cristo já conquistou.

 

Arrependa-se! Confesse! Abandone o pecado! Repare aquilo que puder! Mas creia no Evangelho: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”

 

A graça não minimiza seu pecado, mas mostra que Cristo foi suficiente para tratá-lo.

 

 

6. A GRAÇA NOS TRANSFORMA DE CULPADOS EM HERDEIROS

“...para que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.”

 

Veja de onde começamos (vv 3): desobedientes, desgarrados, escravos; e agora, no versículo 7: herdeiros!

 

Que mudança! Deus nos recebeu. A graça não apenas cancela uma dívida. Ela nos introduz numa nova relação com Deus.

 

Pela graça, recebemos a adoção (Rm 8.15). Mais do que ter o processo arquivado, agora pertencemos à família.” E essa é a nossa esperança!

 

Tito diz: “herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.”

 

Nossa história não termina nos nossos fracassos, nem na nossa morte, nem neste mundo. Em Cristo, por meio da graça, existe um futuro!

Não termina na morte.

Não termina neste mundo.

Em Cristo existe futuro.

 

Nossa identidade não precisa ser definida pelo nosso passado.

Talvez alguém tenha permitido que um capítulo ruim da vida se transformasse no título do livro inteiro.

·         “Eu sou aquilo que fiz.”

·         “Eu sou aquilo que fizeram comigo.”

·         “Eu sou meu fracasso.”

·         “Eu sou meu vício.”

·         “Eu sou meu divórcio.”

·         “Eu sou minha culpa.”

·         “Eu sou meus erros.”

O Evangelho não nega nossa história, mas anuncia que, em Cristo, nossa história não precisa terminar onde caímos.

 

2Coríntios 5.17 diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”


A graça não apaga magicamente todas as consequências do passado, mas ela muda quem possui a palavra final sobre seu futuro.

 

Nosso pecado, nosso passado, nossa culpa, nada disso tem a palavra final. Mas Cristo tem!

 

 

7. A NOVA VIDA COMEÇA AGORA

Existe ainda um perigo. Podemos reduzir a salvação a: “Um dia, quando eu morrer, irei para o céu.”

 

Isso é verdadeiramente parte de nossa esperança. Mas a vida eterna começa numa relação restaurada com Deus agora.

 

Cristo não nos salva apenas da condenação futura. Ele começa a nos libertar do domínio do pecado no presente.

 

Romanos 6.4 diz: “...assim como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos [...] assim também andemos nós em novidade de vida.”

 

Portanto, existe um novo caminho. Isso alcança meus relacionamentos, minha maneira de falar, meu dinheiro, meu casamento, meu trabalho, meu modo de tratar as pessoas, meu uso do tempo, minha relação com o pecado, minha disposição para perdoar, meu serviço na igreja, minha preocupação com quem ainda não conhece Cristo.

 

A graça que não produz nenhuma transformação foi provavelmente apenas compreendida intelectualmente, não experimentada em sua profundidade.

 

Mas também precisamos colocar na ordem correta: Não mudamos para sermos aceitos.

Porque fomos aceitos em Cristo, começamos a mudar. Essa ordem é o Evangelho.

 

 

8. O QUE FAZEMOS DIANTE DESSA GRAÇA?

Talvez agora alguém pergunte: “Então não preciso fazer nada?”

 

Precisamos distinguir duas coisas.

 

Você não pode produzir sua salvação, mas é chamado a responder ao Evangelho.

Jesus inicia sua pregação dizendo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” Marcos 1.15

 

Duas palavras: Arrependimento e fé.

É por isso que conversão possui essas duas dimensões inseparáveis:

Voltar-se do pecado para Deus, confiando em Cristo.

 

Há pessoas que frequentam a igreja há anos. E é preciso responder com sinceridade uma pergunta: Você aprendeu a viver no ambiente cristão ou foi realmente convertido a Cristo?

 

A pergunta não é sobre perfeição ou estado. É sobre em quem está sua esperança diante de Deus?

 

Nas suas obras? Na sua religião? No seu batismo? No tempo que tem de igreja? Ou exclusivamente em Jesus Cristo?

 

É claro que todos nós ainda temos muitas coisas para resolver, mas não podemos esperar resolver tudo para vir a Cristo. É preciso vir a Ele para que ele comece aquilo que não conseguimos fazer sozinhos.

 

 

CONCLUSÃO — QUANDO A GRAÇA ENTRA NA HISTÓRIA

Voltemos a Tito. Vejamos a história inteira em poucas palavras:

·         “Nós também, outrora, éramos...” Essa é nossa antiga condição.

·         “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus...” Essa é a iniciativa divina.

·         “Ele nos salvou...” Essa é a misericórdia.

·         “Mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo...” Essa é a nova vida.

·         “Justificados por graça...” Essa é nossa nova posição diante de Deus.

·         “Nos tornemos seus herdeiros...” Essa é nossa nova identidade.

·         “Segundo a esperança da vida eterna.” Esse é nosso futuro.

 

Nossa esperança não está em “vamos conseguir”, mas em “Ele fez!”.

 

Talvez você esteja cansado de tentar consertar sozinho aquilo que só a graça pode transformar. Talvez carregue culpa. Talvez tenha vergonha do passado. Talvez tenha religião, mas nunca tenha experimentado nova vida. Talvez seja cristão, mas esteja atravessando uma fase em que enxerga muito mais suas fraquezas do que a fidelidade de Deus.

 

Ouça novamente:

 

“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador...”

 

Existe graça. Existe misericórdia. Existe perdão. Existe nova vida. Existe esperança. E tudo isso possui um nome: Jesus Cristo.

 

NÃO TENTE MERECER O QUE DEUS OFERECE PELA GRAÇA

Se você nunca entregou verdadeiramente sua vida a Cristo, o convite do Evangelho nesta noite não é: “Torne-se uma pessoa melhor.” É: “Arrependa-se e creia em Jesus.”

 

Pare de apresentar seus méritos. Pare também de imaginar que seus fracassos são maiores do que a graça de Deus. Venha a Cristo.

 

E para aqueles que já estão em Cristo, talvez seja hora de parar de viver como se ainda precisasse conquistar o amor que Deus já lhe concedeu em seu Filho. Volte-se para ele.

 

Confesse o pecado que precisa ser confessado, abandone aquilo que precisa ser abandonado, retome aquilo que precisa ser retomado. Mas faça isso não tentando conquistar a graça.

 

Faça isso porque foi alcançado pela graça. E então viva a nova vida que recebeu.

 

O Evangelho anuncia: “Em Cristo, Deus salva pela graça — e essa graça começa a mudar toda a nossa história.”

 

Creia somente!

 

E que Cristo, em sua infinita graça, nos abençoe sempre!

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